Ignacio Fernández, o jogador sonhado por Coudet para atuar no Inter em 2020, chegou ao River Plate em janeiro de 2016. Mesmo ano em que D’Alessandro voltou ao clube de Nuñez. O River tinha acabado de conquistar a Libertadores e Nacho, como é chamado, caiu como uma luva na equipe de Marcelo Gallardo conquistando rapidamente a titularidade e formando a dupla de meias ofensivos do time ao lado de D’Ale.

 

Os dois tiveram uma atuação memorável na goleada do River por 6 a 0 sobre o The Strongest, pela Libertadores daquele ano. Naquela partida, com participação na maioria dos gols e inclusive fazendo um, D’Ale foi o dono da noite, dividindo o protagonismo com Nacho, autor de dois gols dos “Millonarios”.

 

A história de Nacho poderia ter sido escrita de outra maneira, tendo como pano de fundo o bairro de “La Boca”. Quando ainda estava em La Plata, defendendo o Gimnasia y Esgrima, o jogador foi oferecido ao Boca Juniors que à época era treinado por Rodolfo Arruabarrena. O comandante xeneize não se empolgou com a indicação e optou por outras prioridades. Bom para Gallardo. Por 70% dos direitos do meia, o River pagou cerca de 2 milhões de dólares e o camisa 26 se transformou em peça fundamental e responsável por fazer o meio de campo do River funcionar.

 

Nacho Fernández é discreto e eficiente. Tanto que um dos maiores ídolos do arquirrival Boca Juniors se rendeu ao talento de Nacho recentemente. Riquelme não hesitou ao afirmar que o meia do River é o melhor jogador em atividade no futebol argentino. No título da Libertadores do ano passado, enquanto os jornais argentinos dedicavam generosas páginas à Juanfer Quintero, Pity Martinez e Palácios, Nacho pouco era mencionado.

 

Porém, no elenco do River há um reconhecimento à sua importância no time. Nacho é chamado pelos companheiros de “cérebro” outros já o chamaram de Andrés Iniesta. Em junho de 2017 foi chamado para a seleção pelo então treinador Jorge Sampaoli.

 

Nacho completa 30 anos no dia 12 de janeiro do ano que vem, difícil imaginar uma transferência para um grande mercado. O empresário do jogador já disse recentemente que é o momento de dar um passo adiante na carreira e não descarta uma saída do River. A MLS que levou Pity Martinez já olhou para Nacho. Coudet nunca escondeu a admiração pelo jogador. Já tentou levá-lo para o seu time, mas sem sucesso.

 

Quase quatro anos após ter chegado ao River, Nacho conquistou praticamente tudo no Clube. Trocar La Plata por Buenos Aires lhe colocou em um novo patamar na carreira que pode ter como próximo destino Porto Alegre.

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